Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2007

Sal a mais na comida provoca obesidade...

Num estudo publicado na revista “Progress in Cardiovascular Diseases”, Heikki Karppanen da Universidade de Helsínquia e Eero Mervaala da Universidade de Kuopio puseram em evidência uma forte correlação entre consumo de sal e obesidade. Segundo eles, a explicação é simples: o aumento do nível de sal nos alimentos faz aumentar a sede, que por sua vez leva as pessoas a consumirem mais refrigerantes – com o excedente de calorias que isso implica.

O estudo destinava-se principalmente a avaliar os benefícios da redução do sal em termos de doenças cardiovasculares. De facto, os investigadores concluíram que, ao longo de 30 anos, na Finlândia, uma redução em média de 30 a 35 por cento do consumo de sal esteve na origem de uma diminuição espectacular – de 75 a 80 por cento – da mortalidade por AVC e doenças cardiovasculares na população com menos de 65 anos de idade. Durante o mesmo período, a esperança de vida dos finlandeses de ambos os sexos aumentou seis a sete anos. A principal razão desta evolução benéfica reside na diminuição em mais de um ponto da pressão arterial média na população, directamente influenciada pelo consumo de sal.

Mas no que diz respeito à obesidade, o resultado foi um “spin-off” algo inesperado do estudo. “Ficámos surpreendidos”, salienta Karppanen num comunicado, “ao ver que as estatísticas de vendas divulgadas pelo Instituto Americano do Sal mostram que o consumo de sal aumentou mais de 50 por cento nos EUA entre meados dos anos 1980 e finais dos anos 1990.”

Por outro lado, entre 1977 e 2001, o consumo de refrigerantes açucarados aumentou em 135 por cento nos EUA, enquanto o de leite diminuiu 38 por cento. Em termos de calorias, isto equivaleu a um aumento de 278 kcal por pessoa e por dia. Para queimar este excedente calórico e não ficar obeso – ou mais obeso ainda –, a American Heart Association (Associação Americana de Cardiologia) estima que os norte-americanos deveriam andar a pé ou pelo menos aspirar a casa durante mais uma hora e dez minutos por dia do que em 1977 – o que não está a acontecer.

A correlação entre o aumento do consumo de sal e o da obesidade está patente nas estatísticas norte-americanas, afirmam os investigadores finlandeses. Ao longo de aproximadamente o mesmo período, o número de obesos cresceu 120 por cento entre as mulheres e 99 por cento entre os homens. Para os autores do estudo, foi o acréscimo de sal na dieta, através da indução da sede, que contribuiu obviamente – e de forma notável – para o aumento da obesidade naquele país.

O estudo sugere assim que uma redução generalizada do consumo de sal, ao reduzir o consumo de refrigerantes altamente calóricos, poderá constituir uma poderosa arma no combate à obesidade nas sociedades industrializadas.

publicado por AS às 14:57
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Maio 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. Engorda Artificial

. Recado ao Sr Miguel Sousa...

. Dioxina

. Pacotes de leite serão de...

. Sal a mais na comida prov...

. Gordura abdominal nas cri...

. Exercício físico melhor d...

. Um quarto das crianças ob...

. Pediatras: publicidade in...

. Adultos com crianças cons...

.arquivos

. Maio 2007

. Março 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

.links

.participar

. participe neste blog

blogs SAPO

.subscrever feeds